Fugir de clichês foi, durante a minha vida toda, a mais significativa palavra de ordem. E eis que num domingo, fim de tarde, estou sentada no sofá da sala, observando o por do sol levemente rosado de um dia de inverno, com um prato no colo, comendo uma fatia requentada da pizza que sobrou de ontem, e com o sentimento enlevado pela série "aparentemente" adolescente chamada Doom at your service.
Estou me sentindo, de certa forma, já no declínio da vida e posso afirmar com toda a segurança que esse quadro-clichê é sinônimo de felicidade. É um sentimento efêmero, mas intenso e real.
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